Categoria: entrevista

Conheça a Menina Vanilla

Olá meninas,

Hoje é um dia muito importante, pois vai marcar e começar uma nova fase no Blog da Vanilla que irá levar cada vez mais conteúdo, novidades e informações desse universo feminino para vocês.
Fiquei pensando qual seria a melhor forma começar esse primeiro post, então me veio à idéia de fazer uma “entrevista” com a nossa querida Alessandra, fundadora da Loja Vanilla. Eu adooorei selecionar as perguntas e ela simpática como sempre fez questão de responder tudinho.

Vamos ao que interessa, tenho certeza que vocês vão amar!!!

– Nome completo e todos os apelidos: Alessandra Luchini, mas quando alguém chama Alessandra eu sei que o negócio é sério. Me chamam de: mãe (Gus) infinitas vezes multiplicadas por mil, Ale, Alê, Lelê, Tia Ali, Ali, Tia Li ou Ale da Vanilla.

– Idade: 31 anos

– Signo: Libra (amoooooo ser Libra)

– Vícios ou manias: Sou perfeccionista, ansiosa (já fui bem mais), um vicio seria ficar muito tempo conectada, acredito!

– Alguma roupa ou tendências que você usou e se arrepende até hoje? Sempre fui e sou muito básica, para aderir alguma tendência, sou bem resistente, já aconteceu de ser mais resistente a alguma delas, mas com a repetição acabei aderindo, mas me arrepender acredito que não 🙂

– O que não pode faltar no seu armário? T-shirt branca, já respondi algumas vezes pra minha secretária do lar que não, eu não trabalho na área da saúde!

– Tem algum produto de beleza que não vive sem? Eu não vivo sem meu protetor solar, rimel e delineador!

– Batom favorito: No momento Blankety da MAC

– Comida Favorita e a comida que você não come de jeito nenhum? Adoro massas e frutos do mar, não sou muito de doces no geral e não como abobrinha.

– Como você se auto define? Como já disse algum poeta certa vez, definir-se é limitar-se. Eu concordo com ele! Mas, no geral acho que sou do bem 🙂

– Sabemos que você tem um filho lindo, qual melhor parte de ser mãe? Se puder dar um bom conselho a alguém, diria: tenha ao menos um filho. É a explicação de tudo, é o amor em doses concentradas <3

– Qual seu maior sonho? Um dos atributos do signo de Libra é ser muito sonhador, eu vivo no mundo das nuvens… Tenho pequenos sonhos, que não considero ambiciosos, mas ver o Gus crescer com saúde e realizações, é o item mais importante!

– Como você se vê em 10 anos? Apesar de achar planejamento fundamental, prefiro não pensar nisso! Ok?

Sobre a loja Vanilla:

Como surgiu a Vanilla? A Vanilla, nasceu de uma oportunidade de montar um negócio neste ponto comercial, a minha paixão por pessoas de modo geral junto com a paixão pelo segmento do varejo. Mas não, não era um sonho e nem foi muito planejada.

Quantos anos a Vanilla está completando? Em Setembro, completamos 10 anos, um número bem redondinho né?

Qual a melhor parte de ter a loja Vanilla? Olha, quem me acompanha sabe que a Vanilla é minha vida (sem ser exagerada). Mas, posso dizer que a melhor parte são as amoras, as pessoas, as amizades que fiz e faço todos os dias 🙂 E ter a sensação de dever cumprido, de sentir que realmente prestou um bom serviço a alguém, ver a pessoa sair da loja realizada!

Qual foi a pior coisa que já te aconteceu no provador da loja? Roubo 🙁

Para fechar, vamos dar uma de Marília Gabriela:

Sua maior qualidade: Ser justa
Seu pior defeito: indecisa
Uma mulher bonita: Jessica Alba
Um homem bonito: Ben Affleck
Um corpo dos sonhos: Flávia Alessandra
Um filme: Orgulho e Preconceito
Uma música: Como nossos pais (Elis Regina)
Um livro: Série Milleniumm
Uma viagem: Gosto de Gramado
Cor favorita: Branca
O pior pecado capital: Inveja
Uma dica de amiga: Consulte o espelho, olhe-se, de frente de trás, de lado, ele não mente e na dúvida vá de preto!
Uma frase: Perdoa, não porque o outro merece perdão. Mas, porque você merece ter paz!

É uma fofa né meninas?! Para quem ainda não conhece nossa querida Alê ou Ali ou Lelê rs, a loja Vanilla fica na rua XV de Novembro bem no centro de Blumenau, dêem um passadinha lá, vocês vão se divertir e se encantar com todas as roupas maraaa 🙂

Ou entre em contato pelas nossas redes sociais:

Facebook: Vanillaloja Essência de Vestir
Instagram: @vanillaloja

É isso ai, espero que vocês tenham gostado desse primeiro post e que venham muitos outros!!! 😀

Mil beijos

Falando de Nando Reis


Eu a-moooo ele e fiquei ainda mais apaixonada depois desta entrevista dele para a Revista Cláudia, edição de Janeiro de 2011.

É o supra sumo da música brasileira, e já tive o privilégio de ir à alguns shows dele. Porém o mais marcante foi aqui mesmo em Blumenau, no Teatro Carlos Gomes, em Junho de 2003. Um show de mais de 3 horas de duração, em pleno dia dos namorados. Precisa mais ???

Ao encerrar o Show ele disse uma coisa que me marcou muito … ”quem gosta de música é eclético, porque dentro de estilos diferentes existe muita coisa boa, onde muitos tem medo de assumir que gostam de determinada música por medo de passar por brega…” Encerrou tocando Wando, bem aquela “meu iaiá meu ioiô…”, e na voz dele com seu violão ficou LINDOOO. Nem preciso dizer que foi aplaudido de pé !!!

Apaixone-se mais por Nando Reis… (segue a entrevista para revista Cláudia:)

Por que resolveu fazer um baile?
O bailão é uma enfática afirmação de liberdade e também de comunhão: juntei pela primeira vez músicas de outros autores com as minhas. Como digo no show: não estou tocando só as músicas que eu fiz, mas também as que me fizeram.

Como você começou a tocar e compor?
Minha mãe dava aulas de violão, embora não fosse o seu ganha-pão. Tem coisa na minha família que eu só entendi muito mais tarde. Sou o quarto filho, entre cinco. O único ruivo. Dois irmãos tiveram meningite – o Zé Luis, que nasceu antes de mim e ficou surdo por causa dos remédios que precisou tomar; e a Maria Luiza, a Lulu, que nasceu depois de mim e teve ainda encefalite e paralisia cerebral. Na minha casa, o excepcional era o normal. Nem era questão o fato de um filho ser surdo e o outro ser músico. Simplesmente aconteceu. E minha mãe morreu muito cedo, aos 53 anos. Eu tinha então 26.

Aprendeu a tocar com ela?
Não, mas tudo passou por ela: ganhei o primeiro violão da minha avó materna e quem me ensinou a tocar foi minha irmã mais velha. Eu tinha 7 anos. Minha mãe foi estudar fonoaudiologia depois que meu irmão ficou surdo. Entendi assim a relação que há entre ganhar dinheiro, fazer o que é urgente e ainda ter prazer com isso. Essa é minha base. Enfim, acho que a vida é um misto daquilo que você decide e daquilo sobre o qual não se tem controle!

Mas você fez suas escolhas. Por exemplo, saiu dos Titãs para investir numa carreira-solo.
A graça não é a gente tentar controlar a vida, mas o modo como nos relacionamos com ela. A liberdade que tenho, tento ampliar no palco dizendo que cada um de nós é responsável por si próprio. Por isso, não gosto de padre, de crítico nem de artista messiânico. De ninguém que acredite que pode dizer o que outro deve fazer. Não é o meu barato.

E qual é o seu barato?

Gosto de flutuar entre a consciência e o risco. Na verdade, eu sinto muita raiva.

Do quê, Nando?

De tudo o que aconteceu com meus irmãos, da dor que isso gerou neles e na nossa família. Sempre senti essa raiva, mas não sou rancoroso nem vítima de nada. Enfrento o que vier. Mas que ninguém ouse me dizer o que devo fazer.

Como lida com dinheiro?

Mal. Produzo e gasto muito dinheiro e me sinto patrulhado. No Brasil do Lula e do PT, por mais que eu pague direito todos os meus impostos, e eu pago, o legal é ser pobre, e eu não sou. Fico puto! No meu país, obter algum destaque parece privilégio, como se você estivesse usurpando o direito dos outros. E eu nem acho que o dinheiro seja tão importante. Não é demagogia, até porque não vejo mal em ganhar dinheiro, o meu é fruto do trabalho. O que me incomoda é que tanta gente ainda não tenha a chance de entrar nessa corrida. Só isso.

Você tem cinco filhos. Como se sai em família?
Sou um ótimo pai! Eles foram bem alimentados pelo leite paterno. Ensino em silêncio o que é bom e não escondo minhas fraquezas. E não me sinto mais velho nem mais novo por ter me tornado avô. No fundo, estou dando bandeira de que meu pai é meu ídolo. Ele teve cinco filhos, eu também. Papai vai fazer 80 anos e é um tipão, bem mais bonito que eu, o que não é difícil… eu procuro a beleza.

É vaidoso?
Sou. Se der, faço academia sete vezes por semana. Cuido do cabelo, gosto de roupas, brincos…

Falou sobre drogas quando as crianças chegaram à adolescência?
Gostaria de protegê-los, mas é natural que adolescentes sejam curiosos sobre sexo e drogas. Eles sabem que tenho experiência no assunto. Se me perguntam, eu respondo. Não há tabus, mas não fico falando disso. Assim, ensino que a privacidade deve ser preservada. Não faço apologia de nada e também não dou conselhos. Quem sou eu para dar conselhos? A droga mais difícil que já enfrentei foi a minha mente.

Já fez terapia?
Faço análise há 20 anos. Cada um se vira como pode. Tenho tanto nó! Sou atormentado, não facilito. Aliás, eu me atrapalho.

Está sozinho, namorando ou não sabe?

Como assim não sabe? Sempre sei do meu coração. Eu me sinto casado. Não cabe dizer mais que isso.

O que aprendeu com as mulheres?

Tudo. A minha mãe… (Ele chora.) Meu pai e meu avô paterno me deram o
senso da masculinidade e da elegância. Meu avô morava no interior. Quando minha mãe morreu, chegou cedo para o velório. Estava de gravata borboleta, bem-vestido. Aquilo foi para mim um ensinamento a respeito das ocasiões solenes. Sua presença máscula atenuava a minha dor e informava a importância, o lugar da mulher. A beleza feminina é tão imensa. Tudo o que quero é poder contemplar.

Marisa Monte e Cássia Eller foram as primeiras a gravar composições suas…
Eu assisti a isso tão maravilhado… Sabe, eu gosto de ser homem, mas queria ser mulher. Sou louco por elas. Minha mãe, minhas professoras, minha irmã, minha avó, minhas filhas, as mulheres que me deram filhos. Foi com Marisa Monte, com quem namorei, e com Cássia Eller que fiz as coisas mais lindas da minha carreira. Elas não são pouca coisa, eu também não: elas me deram a minha medida. Isso basta. Eu só penso em mim.

É egoísta?

Não, acho que a gente tem que gostar de si mesmo para poder fazer o outro feliz. Eu gosto e, se não fosse assim, mataria de tristeza os que me amam.

Teve muitos amores?
Não, uns quatro ou cinco… Muito mais que isso, seria grave. Não meço as coisas dessa forma. A única coisa que me preocupa, nessa área, é que desperdicei boa parte da minha vida querendo estar num lugar onde eu não estava. Sou ansioso. Nem sempre isso aparece nas minhas canções. Ali se revela o que eu quero ser, não o que sou. Minha música é puro desejo. E meu desejo é criar. Adoro. Trabalho como um lixeiro.

Lixeiro?

Eles andam de noite com aquela faixa que brilha. E fazem o que têm que fazer. Eu me sinto assim. Como o Paulo Vanzolini, na ronda da cidade

E o sucesso?
Não penso nisso. Esse termo ficou tão poluído, não sou movido por nenhum tipo de status quo.

O que te move?
Meu pulmão, meu coração, meu sexo, meus filhos, a necessidade ordinária de ter casa e comida. Preciso de sentido. Converso com os valores vigentes, não estou desligado do mundo, mas eu quero o fundamental: ser feliz e ter prazer.

Como é que você aguenta a sua intensidade?

Indo ao limite máximo. Eu sou um Gordini com um velocímetro de Ferrari colado no painel. Então eu acredito e acelero…. Vruuummm!

Fonte: Revista Claúdia Janeiro/11