Categoria: crônica

Sweet de reflexão…

No dia seguinte ao nosso niver de 7 aninhos da loja, uma pausa pra reflexão com esse lindo texto da Martha Medeiros.

Por que as pessoas entram na sua vida ? Pessoas entram na sua vida por uma “Razão”, uma “Estação” ou uma “Vida Inteira”.

Quando você percebe qual deles é, você vai saber o que fazer por cada pessoa. Quando alguém está em sua vida por uma “Razão”… é, geralmente, para suprir uma necessidade que você demonstrou. Elas vêm para auxiliá-lo numa dificuldade, te fornecer orientação e apoio, ajudá-lo física, emocional ou espiritualmente. Elas poderão parecer como uma dádiva de Deus, e são! Elas estão lá pela razão que você precisa que eles estejam lá. Então, sem nenhuma atitude errada de sua parte, ou em uma hora inconveniente, esta pessoa vai dizer ou fazer alguma coisa para levar essa relação a um fim. Ás vezes, essas pessoas morrem. Ás vezes, eles simplesmente se vão. Ás vezes, eles agem e te forçam a tomar uma posição. O que devemos entender é que nossas necessidades foram atendidas, nossos desejos preenchidos e o trabalho delas, feito. As suas orações foram atendidas. E agora é tempo de ir. …

Quando pessoas entram em nossas vidas por uma “Estação”, é porque chegou sua vez de dividir, crescer e aprender. Elas trazem para você a experiência da paz, ou fazem você rir. Elas poderão ensiná-lo algo que você nunca fez. Elas, geralmente, te dão uma quantidade enorme de prazer… Acredite! É real! Mas somente por uma “Estação”.

Martha Medeiros

Sobre o amor…

A gaúcha Martha Medeiros é uma super escritora, jornalista, e colunista de alguns jornais. Veja abaixo uma parte de um texto dela a respeito desse tal “amor..”.. hehe Bjsss, e não esqueçam do SORTEIO de 03 vale-compras..

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são referências, só. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera. Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo o que o amor tem de indefinível. Honestos existem aos milhares, generosos tem às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó. Mas só o seu amor consegue ser do jeito que ele é.
Martha Medeiros

Fênix

Depois dos últimos dias tensos que todos nós passamos, achei que tudo que precisávamos nessa hora era de uma mensagem de esperança, de ânimo, para elevar autoestima de todos. Escolhi essa crônica, Fênix, do amigo Márcio Volkmann, do site Nova Blumenau. Essa crônica ele escreveu 3 anos atrás, quando aquela catástrofe de 2008 estava terminando. Achei show, e tirando a parte de deslizamentos que dessa vez teve bem menos, tem tudo a ver com o que aconteceu por aqui nos últimos dias né? Então, segue:

Fênix

A natureza é impiedosa. Blumenau foi e é manchete nos noticiários não como estávamos acostumados. Aconteceu…..
Soterrados foram muitos corações. Inundados muitos sonhos. Lembro de Carlos Drummond de Andrade, em seus versos:

“ E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José ? “

E agora? E agora Blumenau?

E agora? Agora Blumenau voltará a ser a cidade que impressionou todo o mundo nos primórdios dos anos oitenta. Tal qual fênix, ela ressurgiu. E agora não será diferente.

Foram-se vidas, foram-se paredes, muros, morros, mas ficou algo que não escoa nos bueiros. A essência. A essência do nosso povo. O povo que se doa, calça suas botas, troca carro por canoa e que estende o braço a quem precise. O povo que levanta as mangas e junto com a lama leva pra fora de casa um passado que quer esquecer.

O povo que inunda de esperanças toda uma região devastada, com doações de todos gêneros, que trazem alento a quem precisa. Logo, suas chaminés estarão de volta. O progresso, tal qual em nosso hino, mora aqui. E como nossa gente, não irá abandona-la.

Breve, nossas bandinhas estarão de volta, em coretos limpos, sem a água como vizinha. E em breve, nossos irmãos de todo o Brasil, blumenauenses honorários de coração e que transformaram as estradas do nosso estado em um verdadeiro corredor de solidariedade, serão acolhidos aqui com a mesma alegria de sempre, em nossas casas enxaimel, em nossas ruas limpas, em nossas festas.

Pra frente Blumenau ! Seu povo é sua força motora, e juntos faremos uma Blumenau ainda melhor, pra quem quiser ver. Eu quero. E você ???

Márcio Volkmann (filho orgulhoso de Blumenau) – Twitter @marciovolk e @novablumenau

Casa arrumada..

O post de hoje foi inspirado em um email recebido. Afinal, as palavras do Drummond falam uma verdade absoluta, concordam ??? Leiam com calma, e pensem muito à respeito disso..

Casa Arrumada

Carlos Drummond de Andrade

Casa arrumada é assim:
Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa
entrada de luz.
Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um
cenário de novela.
Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os
móveis, afofando as almofadas…
Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo:
Aqui tem vida…
Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras
e os enfeites brincam de trocar de lugar.
Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições
fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha.
Sofá sem mancha?
Tapete sem fio puxado?
Mesa sem marca de copo?
Tá na cara que é casa sem festa.
E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.
Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde.
Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante,
passaporte e vela de aniversário, tudo junto…
Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda.
A que está sempre pronta pros amigos, filhos, netos, pros vizinhos…
E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca
ou namora a qualquer hora do dia.
Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente.
Arrume a sua casa todos os dias…
Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela…
E reconhecer nela o seu lugar.